Mauricio Araújo de Sousa nasceu em 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel (SP). Filho de poeta e dona de casa, cresceu cercado por livros e histórias, desenvolvendo desde cedo o interesse pelo desenho e pela narrativa. Antes de se consolidar como quadrinista, trabalhou como repórter policial no jornal Folha da Manhã, experiência que contribuiu para sua observação aguçada do cotidiano marca presente em suas criações.
Em 1959, criou o personagem Bidu, um simpático cachorro azul inspirado em um animal de infância. Pouco depois surgiriam Cebolinha, Cascão, Magali e, em 1963, Mônica personagem inspirada em sua filha e que se tornaria o grande símbolo da franquia. Assim nascia oficialmente a Turma da Mônica, fenômeno editorial que revolucionou os quadrinhos nacionais.
A consolidação de um universo brasileiro
Nos anos 1970, Mauricio passou a publicar revistas próprias, inicialmente pela Editora Abril. A Turma da Mônica rapidamente alcançou tiragens milionárias, competindo diretamente com personagens internacionais e provando a força da produção nacional.
Os quadrinhos se destacaram por retratar a infância de forma leve, bem-humorada e com identidade brasileira. As histórias abordam amizade, respeito, diversidade, cidadania e valores familiares, sempre com linguagem acessível e traço marcante.
Com o passar das décadas, o universo se expandiu para diferentes fases da vida. Em 2008, a criação da Turma da Mônica Jovem, em estilo mangá, aproximou a marca de um novo público adolescente, mostrando a capacidade de renovação da obra.
Do papel para o mundo

A Mauricio de Sousa Produções (MSP), fundada em 1970, transformou os personagens em uma das maiores franquias de entretenimento do país. Além das revistas, a Turma da Mônica está presente em animações, filmes, séries, produtos licenciados, parques temáticos e campanhas educativas.
O cinema também abriu espaço para novas interpretações, com filmes em live-action que conquistaram público e crítica, ampliando ainda mais o alcance da marca.
Ao longo da carreira, Mauricio recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais, incluindo indicações ao Eisner Awards, considerado o “Oscar” dos quadrinhos. Sua obra já foi publicada em diversos países e traduzida para vários idiomas.
Cultura, educação e responsabilidade social

Mais do que entretenimento, a Turma da Mônica tornou-se ferramenta pedagógica. Parcerias com instituições públicas e privadas ajudaram a levar mensagens sobre saúde, meio ambiente, inclusão social e direitos das crianças para milhões de leitores.
A presença constante em campanhas educativas reforça o compromisso social do criador, que sempre defendeu o papel transformador da leitura e da arte.
Um legado que atravessa gerações
Com mais de seis décadas de carreira, Mauricio de Sousa consolidou-se como o maior nome dos quadrinhos brasileiros. Seus personagens fazem parte da memória afetiva do país e continuam conquistando novos fãs.
Ao criar a Turma da Mônica, Mauricio não apenas desenvolveu histórias em quadrinhos ele construiu um universo cultural que dialoga com a identidade brasileira e se mantém relevante em diferentes formatos e gerações.
Seu legado é a prova de que a criatividade nacional pode alcançar reconhecimento global sem perder suas raízes.














































